quarta-feira, 16 de junho de 2010

não se tem medidas


*


Que mais se parece com amor deve ser
chocolate.
Ou queijo.
Quando a
gente tem vontade de comer chocolate não serve mais nada.
Só chocolate mesmo.
Queijo é assim também.
É uma coisa em si.

No fundo, todo mundo que vive em desamor,
de forma pontual ou
em longas doses
ao longo dos anos, vai ficando amargo.
Depois azedo.
Depois, podre.

As pessoas ruins,
ácidas, infelizes,
que não sentem prazer, vivem anestesiadas.
São sempre as mais ranzinzas,
as mais chatas,
as que alfinetam,
as que ferroam
sem parar.

Não são rompantes normais da ira,
é um azedume que contamina tudo, uma
humidade triste de quem vive sem luz,

É triste, isto.
Gente que vive embolorada por dentro,
por falta de amor e
sol.

Lamento por todas elas.

Porque se elas se lançassem ao amor,
mudariam num instante.
**
*

Um comentário:

Otilio disse...

Ó lindinha !

Isso é purissima verdade !
Beijos em sua alma