quinta-feira, 13 de março de 2008

não havera amanhecer




Noite estrelada, estrelada...
já não ouço meus passos pela noite.
Minha sombra solitária
confunde-se com o labirinto da escuridão.
No silencio da madrugada fria,
agonizante, um poema de amor
tenta cantar e ganhar vida.
Não haverá amanhecer...
não há mais jardins e nem primaveras.
Só esta lua que timidamente me acompanha,
e faz-me perceber o tamanho da minha insanidade.
Só agora admito
que amar tanto me fez mal,
amar sem limites me fez parecer louca,
amar sem juízo...imensamente...minha sina...
Noite estrelada, estrelada...
os sonhos são ainda os mesmos de ontem,
como é de ontem também
a solidão e a saudade...
O desespero das horas que passam
faz-me lembrar que não havera mesmo amanhã.
Quanta insanidade eu trago...
e só agora entendo
a loucura que me fez amar assim,
o mal de amar sem fim, até o fim,
sina minha de um amor sem juízo
e completamente sem limites.
Noite estrelada, estrelada...
tento em vão fazer nascer meu verso,
caminho lentamente, mesmo porque
lembro que amanhecer não havera..
Nunca mais.
Só esta estranha mania de amar infinitamente.
Louca que sou, sem limites.
Percebo enfim,
que de tanto e sem juízo ter amada
carrego dentro de mim
a sina sem fim de estar apaixonada...
Ah...minha noite estrelada, tão estrelada...
meu resumo é muito pouco...
porque de amar assim insanamente,
e tanto, e toda, e muda,
andei morrendo aos pedaços ....

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2 comentários:

Marco Aurelio disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
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