quarta-feira, 24 de outubro de 2007

rosas


Compensará a minha presença banal
A rubra flor que me esqueço de te dar?
Transportará o aroma do meu after-shave barato
Pólens inefáveis como os dessa flor esquecida?
Os meus poemas, eles mesmos, são baratos
E não atingem cotação em bolsa alguma...
As minhas palavras, elas mesmas, transitórias ...
Como um templo egípcio continuamente pilhado..
Os meus abraços, eles mesmos, tão fugazes
Como o aroma que se esgueira dos esquecimentos...
E não nos resolvo a vida e as perplexidades.
Conseguirá a tua presença justa, literária, musical,
Personificar jardins que as minhas mãos se esquecem de regar?

Um comentário:

admiramor disse...

Adorei a foto! beijos ♥♥♥♥♥♥

"E não atingem cotação em bolsa alguma..."

eu penso que pode atingir cotação máxima nos corações que os teus poemas tocam!

e as palavras? importa o idioma? a rima? ou a intenção com que toca um coração?

beijos no seu coração linda ♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥