quarta-feira, 1 de abril de 2009

etrom




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Pudesse eu um dia em meu quarto a Morte fazer entrar.
Pedir então que em minha cama deitasse e contasse após, todas as viagens que fez no último ano.

Beija-la depois e pedir que calasse. Olha-la então.
Seus cabelos tão negros e seus olhos tão frios.
Indagar silencioso o porque de seu frio sonho e novamente beijar-lhe o rosto.

Indagar novamente! Novamente! Porque agora ir para aquele lugar que nem mesmo conheço?
Porque é tão doce? Porque é tão distante? Porque tanta personalidade para só ir onde quer? E mais, porque não responde?

Vai Morte! Vai para teu parquinho de diversões.
Vai correr no carrossel e deitar bonecos velhos.
Vai andar no barquinho e então, no teu caminho, assassinar o velhinho.
Vai comprar depois, tua pipoca, mata o mosquito em teu braço
e anda para o teu lugar longe do horizonte.
Vai e volta um dia.
Sem amor.

***

Um comentário:

Adh2bs disse...

A ausência do amor é uma espécie de morte...
Adh2bs