quarta-feira, 26 de novembro de 2008

te amarei sempre



*
Como eu te amei...
Tu não podes imaginar!
O modo mais belo de viver
Não querer nunca morrer, para
Seguir somente teus passos,
Assim eu te amei...
Como eu te amei...
Nem os sonhos são capazes
De demonstrar, de te dizer
Ilusões que eu tive, que
Eram somente minhas...só nossas
Assim eu te amei...
Eu te amei assim,
Por todo o tempo, e ainda
Tenho tanta coisa para fazer, dizer,
Palavras que eu nunca te disse
Mas, por mais que o meu coração chore
Não saberás jamais...o quanto te amei...
Porque embora digas
Que me amas muito...muito,
Eu não acredito que um dia
Tu possas me entender, nem sentir,
Por um minuto sequer, a intensidade
Com que eu te amei, e te amo ainda .
E te amarei sempre..
Ah!...como eu te amei...

domingo, 16 de novembro de 2008

E não sou ninguém



*

Sou luz do sol em tardes quentes,
Sou olhos de água clara.
Sou a pulilas das videntes
Sou a seiva no botão da flor
Sou o murmúrio do pequeno inseto,
Sou o vento nas velas sobre os mastros
Sou força viva em movimento
E não sou ninguém

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

saudades



Como é bom contemplar o céu interrogar uma estrela e pensar que ao
longe, bem longe, um outro alguém contempla este mesmo céu, essa
mesma estrela e murmura baixinho: "Saudade!"

*

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Sem o amor o tudo é nada


***
Mesmo se eu pudesse o mundo entender
Todas as coisas saber
Mesmo que eu falasse pra multidões ouvir
E viessem me aplaudir
Algo mais teria que me acontecer
Um sentimento pra vida eu viver
Falasse a língua dos anjos
Doasse tudo o que tenho
Fizesse o que se faz apenas por fazer
Se não tivesse amor de nada valeria
Se não tivesse amor valor nenhum teria
Mesmo se os ventos parassem ao meu mandar
E a natureza eu calasse
Mesmo se a fama estivesse aos meus pés
E nela eu me apoiasse
Algo mais teria que me acontecer
Um sentimento pra vida eu viver
Falasse a língua dos anjos
Tudo que se faz se esquece do amor
Todos se movem por palavras
Frases roucas que se viu partir
Sem o amor o tudo é nada
***

domingo, 2 de novembro de 2008

Eu sou assim



**

Eu não sou
Como você viu
Eu não sei dizer
O que você pediu
Mas a vida dá voltas
Ela sempre dá
E tudo pode mudar
Então deixe assim
Até onde o amor
Deve ir
Pra ouvir a voz
Que te faz sorrir
Ninguém vai me dizer
Como deve ser
O destino vai decidir
Eu sou assim
Se você quer ficar
Nunca vai saber onde vou
Eu sou assim
O que parece ser não é o que sou
Eu sou assim
Não quero me enganar nem te machucar
Mas quando eu for não olhe pra mim
Eu sou assim
Se eu pudesse explicar
O amor com palavras
Pra te falar
Mas não perco o meu tempo
Deixo o tempo ganhar
Mas um tempo pra mim
Olha eu já pensei
Que de ninguém
Eu nunca precisei
Mas quando vi você
Descobri que eu me enganei

***

terça-feira, 28 de outubro de 2008

meu rei


***

Se você for embora
todas as aves voaram
E os dias serão longos
E as noites intermináveis
Se você ir embora
Mas se você ficar
Eu vou fazer-lhe um dia
como não tem sido feito a dias
faremos um passeio sobre a chuva
E conversaremos com as árvores
E adorar o vento
Mas se você for
Eu vou entender
Dê-me apenas o suficiente para encher as mãos de amor
Se você ir embora
Como eu sei que você vai
Você deve dizer ao mundo
Para começar a transformar
Até você voltar novamente
Posso dizer-lhe agora
Como você se tornou ouro
E vou estar morrendo lentamente
Até o próximo olá
Se você ir embora
Mas se você ficar
Eu vou fazer-lhe uma noite
Tal como não tem sido noite
Ou será novamente
Eu vou navegar em seu sorriso
Eu vou tocar em seu trajeto
Eu vou falar com os seus olhos
Que eu tanto amo
Mas se você for
Não vou chorar
É bom ter ido
A partir da palavra adeus
Se você ir embora
Mas eu tenho estado na sombra.
Da sua sombra.
Se você pensa em me manter .
Ao seu lado
Não me diga adeus
**

domingo, 26 de outubro de 2008

Nós somos as bruxas da palavras..


***
As mulheres voam
como os anjos
Com as suas asas feitas
de cristal de rocha da memoria
Disponiveis
para voar
soltas...
Primeiro
lentamente uma por uma
iguais aos passaros.
Nadando,
juntas
Secreta a rasar o
chão
a rasar a fenda
da lua
por entre a fenda das pernas
As vezes é o aço
que se prende
na luz
A dobrarmos o espaço?
Bruxas
pomos asas em vassouras
de vento
E voamos
Como as asas
lhe cresciam nas coxas
que era um anjo do mar
postas em nudez de ombros
e pernas
perseguindo,
pelos espaços,
da menstruação
Não somos violência
mas o vôo
quando nadamos
de costas pelo vento
até a foz do tempo
no oceano denso
da nossa propria voz
Sabemos distinguir
os anjos das rosas voadoras
Somos os anjos
do destino
com a alma
pelo avesso
do utero
Voamos a lua
menstruadas
Os homens gritam
- são as bruxas
As mulheres pensam
- são os anjos
As crianças dizem
- são as fadas
fadas...
de asas volteando
no fundo da vagina
Nadamos.
De costas,
Mudar o rumo
e as pernas mais ao
fundo
Abrindo o ar
com o corpo num só golpe
Soltas,
viando
até chegar ao fim.
Mas nós voamos
tambem
debaixo de agua
Nós somos os anjos
deste tempo
Astronautas,
voando na memoria
nas galaxias do vento...
Temos um pacto
com aquilo que
voa
- as aves
da poesia
- os anjos
do sexo
- o orgasmo
dos sonhos
Não há nada
que a nossa voz não abra

***